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domingo, 20 de março de 2011

OS FEITIÇOS DE AMARRAÇÃO AMOROSA NO CANDOMBLÉ

Como se processam os verdadeiros "Trabalhos de Amarração Amorosa" realizados no Candomblé por Sacerdotes bem formados e conhecedores da magia da religião.

A ATUAÇÃO DO SACERDOTE OU SACERDOTISA

A atuação do Sacerdote ou da Sacerdotisa em qualquer trabalho de Candomblé, é extremamente importante para um bom resultado.
Como aqui o que nos interessa são os trabalhos amorosos, vamos estudar a atuação sacerdotal nesse sentido.

Quando falamos em bom resultado, não queremos nos referir a sucesso e a êxito, mas sim à qualidade do resultado do trabalho efetuado, e, se o resultado for de qualidade positiva, é fato que satisfará os desejos do cliente, conforme veremos mais adiante.
Nos trabalhos de amor, vários fatores fundamentais devem ser observados pelo Sacerdote ou Sacerdotisa, sendo os principais:

-A Lei do Karma.-O perfeito domínio na criação da Egrégora.
-As intenções do cliente.
-A escolha dos Yaôs que irão participar dos trabalhos.
-À quem deve ser entregue o trabalho.
A crença do próprio Sacerdote ou Sacerdotisa naquilo que está fazendo e principalmente naquilo que está pedindo. A crença do sacerdote ou sacerdotisa naquilo que está pedindo é fundamental.
-A continuidade do trabalho após a arriada do mesmo.
-O conhecimento do maior número possível de informações sobre o cliente e sobre aquele que vai ser trabalhado.
-Aprovação do Orixá através do Jogo em qualquer uma das suas modalidades (Búzios, Alobaça, Obi) ou por incorporação mediúnica.
-O perfeito domínio no manuseio da Magia, à fim de que não haja a Lei do Retorno, tanto para o cliente quanto para o próprio Sacerdote ou Sacerdotisa.

Vamos, agora, analisar mais detalhadamente os itens acima, alguns em separado.

O perfeito domínio na criação da Egrégora
Nós estamos plenamente convencidos de que, na realidade, a participação de Exú ou de outra Entidade, nos trabalhos de Magia, acontece de uma forma bastante diferente da que se tem imaginado e se tem apregoado por aí.
A nossa crença está baseada nas informações e nas instruções que temos recebido não só dos nossos próprios Mentores como também de diversas Entidades de outros Candomblés, e, também, de Mentores de outros Centros e Templos Ocultistas.

No exato momento em que o Sacerdote ou Sacerdotisa se decide a trabalhar para o cliente, imediatamente começa a se formar a Egrégora, e sua gestação vai desde esse momento até a hora em que o trabalho é definitivamente arriado nos pés da Entidade chamada a trabalhar.

Enquanto o trabalho está apenas na fase preparatória, a Egrégora em gestação é somente uma forma-pensamento, da mesma maneira que o ser humano antes de se tornar criança é apenas feto enquanto no útero materno.

Tendo o Sacerdote ou a Sacerdotisa consciência ou não desse fato,
a realidade é que a Egrégora é criada e se não for devidamente cuidada e tratada pode se transformar em perigosa arma tanto contra o cliente como contra o próprio Sacerdote ou Sacerdotisa, conforme veremos a seguir.

A forma-pensamento nada mais é do que as imagens criadas pelo cérebro, seja diante do que vemos, seja diante do que ouvimos, seja diante até mesmo e principalmente do que pensamos e sentimos.
Inicialmente a forma-pensamento é apenas uma imagem fraca, mas, à medida que esta imagem se repete em nosso cérebro, ela vai se aclarando, vai criando vida, porque, do cérebro são emitidas energias capazes de dar movimento e força às imagens que criamos.
E, quanto mais energia consciente aplicamos a essa imagem, maiores probabilidades existem dessa forma-pensamento sair do nosso próprio campo magnético em direção ao objetivo para o qual foi criada.

A energia consciente a que nos referimos acima, se faz através de profunda concentração mental na imagem inicialmente criada, como também, paralela e simultaneamente à concentração mental, da emissão de palavras absolutamente correspondentes à idéia.
E quanto maior for a freqüência da imagem e do som, tanto mais força terá a forma-pensamento, antes de ser definitivamente lançada ao seu objetivo, quando então poderá ser realmente chamada de Egrégora.

No nosso entender, existe uma grande diferença entre a forma-pensamento e a Egrégora, muito embora esta última sempre nasça da primeira.

Tudo é forma-pensamento (o que se diz, o que se ouve, o que se sente, etc.), mas nem tudo é Egrégora,
porque, a forma-pensamento na sua grande totalidade não tem um objetivo específico, ao passo que, a Egrégora é uma forma-pensamento transmutada em entidade criada, gerada, trabalhada e estimulada para executar uma determinada missão ou tarefa.
Por outro lado, a forma-pensamento, de um modo geral, é individual, ao passo que a Egrégora, também de um modo geral, é coletiva pois reúne em si as formas-pensamentos geradas por várias cabeças em relação à uma mesma idéia, e consequentemente a energia emitida por vários cérebros, e, se são vários, várias também são as qualidades e as intensidades vibratórias dessas energias.
Agora que já sabemos como se forma basicamente uma Egrégora, voltemos ao nosso assunto que é a Egrégora do Amor.

O cliente expõe seu problema para o Sacerdote ou Sacerdotisa, e pede-lhe ajuda para solucionar o seu caso.
Após ouvi-lo e consultar o Jogo, o Sacerdote ou Sacerdotisa se propõe a trabalhar para o cliente. Como já dissemos, no exato momento desta decisão, a Egrégora começa a se formar. Só que, por enquanto, ela é uma forma-pensamento nebulosa e sem definições claras, e assim será até a hora de se arriar o Ebó, que, por simbologia seria a hora do parto. No parto, o feto deixa de ser feto e a criança finalmente nasce. No Ebó, a forma-pensamento deixa de ser forma-pensamento e a Egrégora finalmente nasce.

Se formos analisar essa forma-pensamento, veremos que se trata de uma criação defeituosa, sofredora, má, distorcida e até mesmo monstruosa e repugnante, porque foi construída apenas sobre as informações dadas pelo cliente, e até o momento o que prevalece no cliente são:
a tristeza, a angustia, a dor, o sofrimento, a carência, a sensação de abandono e de rejeição, de vingança, de ressentimentos, de ansiedade, etc.

Portanto, na mente do Sacerdote ou da Sacerdotisa formaram-se imagens de dor, de sofrimento, de humilhação, de vergonha, de raiva, de carência, de vingança, de ressentimentos, etc., no que diz respeito ao cliente, e de repulsa, de traição, de mentira, de desamor, de indiferença, de frieza, de insensibilidade, etc., em relação aos sentimentos da pessoa amada pelo cliente.

Se o Táta ou a Yá não souber transformar de imediato essas imagens criadas em sua mente, e também não souber modificar as imagens criadas pelo próprio cliente, fatalmente a Egrégora nascerá imbuída de todos esses sentimentos e emoções descontroladas, já que não tem inteligência própria e nem o poder de raciocinar. Ela é exatamente aquilo que pensamos, que dizemos, que queremos, que sentimos e que imaginamos.
Por analogia poderíamos dizer que a Egrégora é um robô computadorizado vivendo no Plano Astral, sendo que, o robô terreno recebe e registra informações e orientações tecnicamente exatas e precisas, e o robô astral – a Egrégora – recebe e registra informações e instruções emocionalmente imprecisas.
O robô é a razão, a lógica; a Egrégora é o coração, o sentimento, a emoção.

Assim sendo, o Táta ou a Yá deve imediatamente, ao dar a sua concordância em fazer o trabalho, colocar o cliente numa postura mental e emocional absolutamente harmônica e equilibrada, orientando-o e esclarecendo-o sobre as regras básicas de um padrão mental e vibratório sadio e em correspondência com o objetivo do trabalho, qual seja: a solução satisfatória do pedido.
Para conseguir influenciar o cliente nesse sentido e com isso anular as imagens negativas, o melhor meio que o Sacerdote ou Sacerdotisa pode encontrar, é exatamente saber o maior número possível de informações sobre a personalidade, o caráter, os costumes, os pontos fracos e sensíveis, os gostos, as falhas de comportamento, etc., tanto quanto sobre o próprio cliente quanto sobre a pessoa por ele amada e desejada, principalmente em relação a esse último, porque, partindo daí é que o Sacerdote ou Sacerdotisa poderá avaliar o lado positivo de ambos, e em cima desse lado é que fará o cliente alimentar energeticamente a Egrégora em formação.
Aliás, quanto mais informações o Táta ou a Yá obtiver sobre a pessoa que vai ser trabalhada, tanto mais condições terá também para obter sucesso em seu trabalho, uma vez que conhece com precisão e firmeza o terreno para onde dirigirá sua Egrégora.

Por outro lado, extremamente importante é o Táta ou a Yá não se prender apenas e tão somente na sua própria análise e avaliação quanto às informações recebidas do cliente. Por uma questão de prudência e de cautela, antes de orientar o cliente sobre sua postura durante os trabalhos, e enquanto a solução não chega, é necessário o Táta ou a Yá submeter à apreciação do Orixá seu Mentor, através do Jogo de Búzios ou de Obi, as informações recebidas e a sua própria conclusão, porque, sendo o Táta ou a Yá um ser humano como outro qualquer, é perfeitamente natural que veja e sinta as coisas com sentimentos e razões humanas, e sendo humanas podem ser distorcidas e erradas; enquanto que o Orixá, sendo um Ente Espiritual Superior, vê as coisas clara e corretamente como elas realmente são, e, portanto, não há margem de erro na avaliação e nas orientações por Ele dadas.

Normalmente pede-se ao cliente uma fotografia da pessoa que vai ser trabalhada, e, se possível, algum objeto de uso pessoal, pedaços de unhas, fios de cabelos, esperma, etc., para ser usado no trabalho.
Por que precisa o Táta ou a Yá desses objetos?
Para dar a Entidade que trabalhará no caso?
Porventura a Entidade precisa disso para apresentar resultados positivos?
Não!

A fotografia, na verdade, serve para que o Táta ou a Yá conheça a fisionomia, o rosto daquele que vai ser trabalhado, pois isso facilitará a concentração mental na hora da emissão do seu fluido magnético; este magnetismo tanto servirá para o reforço na criação da Egrégora, que pode, inclusive, assumir a fisionomia da pessoa, quanto para a influência à distância sobre a pessoa amada e desejada pelo cliente.

Quantos aos demais objetos, servem exclusivamente para impregnar a Egrégora com o magnetismo da pessoa, já que, as unhas, tanto dos pés quanto das mãos, está localizadas nos extremos transmissores e receptores de energias simultaneamente atrativas e repulsivas de fluidos exteriores e interiores.

Os fios de cabelos da cabeça contêm toda a vibração e a qualidade energéticas das emissões cerebrais da pessoa.
Os pêlos pubianos são fortes fontes de retenção da sexualidade e da sensualidade.
O esperma é a base fecundadora de toda vida,
qualquer peça de roupa usada, preferentemente que não tenha sido lavada, porquanto a grande maioria dos tecidos retém em suas fibras toda e qualquer espécie de vibração emitida pela pessoa,
bem como todo e qualquer contato seja com pessoas, seja com lugares, feito pela mesma.
Os médiuns desenvolvidos em psicometria, em contato com qualquer peça de roupa de alguém, podem perfeitamente detectar as mais variadas e diferentes emoções e ligações do dono da roupa.

Assim, se o Táta ou a Yá bem orientar seu cliente no sentido de condiciona-lo a um padrão mental de vibrações positivas e construtivas, e ajustar o seu próprio padrão numa onde vibratória sadia, a forma-pensamento crescerá na mesma proporção e consequentemente a Egrégora.

Por outro lado, somos da opinião de que, por mais confiança que tenha nos Yaôs e nos Ogãs que irão participar do Ebó, o Táta ou a Yá não deve coloca-los ao par nem do problema do cliente e nem do trabalho que será feito, e isto porque, além de ser um preceito de ética religiosa (o sigilo sobre os problemas dos clientes), não implica numa possível deturpação da boa criação da Egrégora.

No início do presente capítulo dissemos que a participação de Exú ou de outra Entidade, ao nosso ver é bem diferente da que se imagina.
Vejamos, então.

Feitos todos os preparativos para o trabalho, em determinado dia o Sacerdote ou Sacerdotisa, cliente e as pessoas da Casa que irão participar, sendo estas escolhidas a dedo a fim de que não entrem em dissonância com os trabalhos, reúnem-se horas antes do trabalho e cumprem os requisitos necessários.

Se o trabalho for entregue a Exú, as coisas passar-se-ão da seguinte maneira.

Enquanto os Yaôs e Ogãs cantam para Exú – e o canto nada mais é do que
uma forma de oração, de chamada e de louvor, além de ser uma forma de estabelecer contato com a Entidade e mante-la em nosso Plano enquanto perdurar a reza-canto, o cliente se concentra naquilo que quer (e sua concentração deve ter sido previamente orientada pelo Táta ou Yá), e, o Sacerdote ou Sacerdotisa vai arrumando o Ebó nos pés de Exú, também concentrada no que vai pedir em nome do seu cliente.
Aqui se faz necessário lembrar que, tanto a concentração do Sacerdote ou Sacerdotisa como a do cliente, devem coincidir nas imagens mentalizadas por ambos, para que não haja desarmonia e choque no momento do nascimento da Egrégora.

A hora em que a Egrégora realmente nasce, é no exato momento em que o Táta ou a Yá sacrifica o bicho sobre o Ebó, e ao cair a última gota de sangue, o coração da Egrégora começa a pulsar para a vida.
Este é um momento de extremo cuidado e atenção por parte de todos os participantes, principalmente por parte do Táta ou da Yá, porquanto, tudo o que for pensado e imaginado enquanto o sangue (poderoso condensador de fluidos e vibrações) cai sobre o Ebó, ficará imantado na Egrégora e será decisivo para o bom resultado do trabalho.

Na hora de se tirar os axés internos e externos da ave ou do animal sacrificado, o derradeiro sopro de vida é insuflado à Egrégora.
Estes axés servem exatamente para completar a Egrégora, simbolizando o corpo e não simplesmente para enfeitar o Ebó, tornando-o agradável a Exú ou aos olhos humanos, como se pensa.

No Ebó são colocados os pés, as asas, a cabeça, a coleira e o rabo da ave ou do animal, como partes externas.
As internas são:
o fígado,
a moela,
o coração
e nos casos de amor, a matriz ou os ovos do animal macho.

Por analogia, estas partes representam para a Egrégora:

A cabeça, onde estão situados o cérebro, os olhos, enfim, de onde todo o resto do corpo é comandado.
Para a Egrégora a cabeça serve para reter todas as informações recebidas durante a sua gestação, e as ordens dadas para o fiel cumprimento da sua missão.
Como a ave, a Egrégora possui uma cabeça, só que não tem condições de raciocinar, agindo por puro instinto a ave, e pela programação a Egrégora.

A coleira da ave ou do animal sacrificado, representa a união do corpo e do espírito, a junção do material e do espiritual.

O rabo, que simboliza o todo do corpo, representa para a Egrégora o invólucro físico que lhe dará equilíbrio e capacidade de andar e de girar por onde julgar necessário.

As patas, representam a capacidade de se locomover e de andar por terra quando necessário se fizer.

As asas representam o espírito da Egrégora, que lhe dão o poder de voar sempre que não puder andar e que lhe dão, ainda, o poder de se colocar acima de todos os obstáculos que lhe venham a surgir atrapalhando sua missão.

O coração, representa o cerne de tudo, o órgão vital para que qualquer ser terreno se mantenha vivo. Embora não sendo um ente físico-terreno, a Egrégora entre nós haverá de circular e de se movimentar, e em seu coração não há lugar para emoções e sentimentos próprios, à exceção dos sentimentos e das emoções transmitidas pelo cliente e pelo Sacerdote ou Sacerdotisa.

A moela, simboliza o estômago da Egrégora, onde serão digeridas e assimiladas as vibrações que lhe foram enviadas pelo Táta ou Yá bem como pelo cliente; onde irá digerir e assimilar as influências vindas dos locais onde está atuando, e onde irão ser digeridas e assimiladas as vibrações e os fluidos da pessoa sobre quem está trabalhando, em sua moela, a Egrégora aproveita, retira e assimila todas as energias positivas para a sua sobrevivência, mas, paralelamente, retém o excesso e o negativo.

O fígado representa o filtro depurador que corará as boas influências e as energias positivas e dissolverá as más energias e as influências negativas. A maioria dos Sacerdotes e Sacerdotisas costuma tirar o fel do fígado, mas particularmente somos da opinião de que ele deve ser mantido exatamente para representar a dissolução das más energias ou para outros fins que aqui neste trabalho não precisam ser mencionados.

A matriz, no caso de amarração amorosa, é fundamental, pois ela representa a capacidade fecundadora da Egrégora, podendo esta capacidade ser positiva-construtiva ou positiva-destrutiva, conforme o objetivo para o qual foi ela criada.

Justamente porque se deu à Egrégora tais fundamentos, é que sua influência será maior sobre esses órgãos e membros pertencentes à pessoa visada, desequilibrando-os e desarmonizando-os, razão pela qual a pessoa sempre acaba sofrendo complicações físicas e orgânicas, e as prováveis doenças ou males decorrentes do feitiço sempre começarão por aí.

Com a Egrégora já fora do casulo e pronta para seguir seu curso, quem passará a comandá-la, daí para frente, é o próprio Exúou outra Entidade – à quem foi entregue o trabalho.

A Entidade, por seu turno, carregará a Egrégora com seus próprios fluidos, acrescentando-lhe outros atributos que julgar necessários, e cuidando para que a Egrégora dê seus primeiros passos para fora do local de trabalho e inclusive para fora dos limites da Casa de Candomblé.

Muitas vezes, por falha na criação da Egrégora, ou por desconhecimento do Sacerdote ou da Sacerdotisa, da existência dessa Egrégora, Exú é obrigado a cerca-la ali mesmo, à fim de que a mesma não recaia nem sobre o Sacerdote ou Sacerdotisa nem sobre o cliente, nem sobre os que participaram, num choque de retorno imediato.

Enquanto a Egrégora está tentando atingir o seu objetivo específico, Exú está supervisionando os seus passos e a sua movimentação.

Se não há nenhum fator cármico impedindo a união do cliente com a pessoa amada e desejada, esta união acontecerá, só que em termos físicos, porque, como já dissemos, a influência de Exú nunca é em termos afetivos e espirituais.

Se houver fator cármico impedindo a união, ainda que física, Exú talvez nem se dê ao trabalho de continuar manipulando a Egrégora, e o insucesso do trabalho é logo visto e constatado.

No caso de haver união, Exú continua seu trabalho, magnetizando a Egrégora com os fluidos animais (sensualidade, sexualidade, etc.) do cliente e daquele que está sendo trabalhado à fim de que haja um acasalamento de ambas as vibrações.

E, se o Ebó foi bem trabalhado e bem fundamentado pelo Sacerdote ou Sacerdotisa, Exú imantará a Egrégora sobre a pessoa trabalhada, por um espaço de tempo nunca superior a sete (07) anos.

Só que, repetimos, a atuação da Egrégora nesse período, não ultrapassa os limites da matéria, porque esteve e está sob a influência de Exú, razão pela qual, havendo possibilidade, deve-se sempre contar com o apoio do Santo e da sua respectiva Egrégora, que atuará no campo afetivo e espiritual, proporcionando assim, uma união duradoura e verdadeira.

O trabalho conjunto das duas Egrégoras
a de Exú e a do Orixá
é o caminho ideal nos trabalhos que envolvam amor e sentimentos espirituais e onde as relações entre as pessoas estão tumultuadas, desgastadas e até mesmo rompidas.
Mas, tornamos a refrisar, este trabalho conjunto só deve ser feito se o Orixá se manifestar favorável, através do Jogo ou de incorporação mediúnica.

Terminado o prazo da imantação, ou renova-se o trabalho, de forma absolutamente igual à original, ou a Egrégora se dissolve expontânea e naturalmente.

Na dissolução final da Egrégora de Exú, o continuar da relação do nosso cliente com seu parceiro, dependerá única e exclusivamente daquilo que o cliente construiu do ponto de vista afetivo e até mesmo sexual.

Se a sua própria atuação sobre o companheiro foi boa e positiva, talvez nenhuma diferença negativa se fará com o fim da Egrégora, uma vez que esta só influenciou os sentidos físicos.
Não há ninguém neste mundo, com um mínimo de inteligência, que, sentindo-se amado de uma forma sadia e verdadeira, sentindo-se desejado e bem tratado, rompa uma relação amorosa só porque, talvez, sua atração física pelo outro tenha diminuído e até mesmo desaparecido com o passar do tempo.
O que faz a relação homem-mulher tornar-se sólida e duradoura, é exatamente o amor espiritual, o afeto, a ternura, a amizade, o companheirismo, a sinceridade, a lealdade, enfim, todos os sentimentos espirituais que tocam e despertam a sensibilidade do homem ou da mulher.

A Egrégora do Orixá ou seja, aquela nascida nos pés do Orixá, se processa da mesma maneira que acabamos de ver, só que imbuída de um outro sentimento que, ao nosso ver, não entra na composição da Egrégora de Exú, sentimento este que é o da religiosidade, da fé não no terreno mas sim no espiritual, na fé mística e não na fé material, na certeza da vitória pois para o ser humano ao Orixá nada é impossível.

A Egrégora do Santo cresce e nasce e se movimenta num clima de delicadeza, de finesse, de calma, de doçura e de tranqüilidade, plena de uma força superior à força da Egrégora de Exú, já que, em qualquer um dos dois casos, a Egrégora é reforçada e acrescida dos fluidos e das vibrações da Entidade que a comandará, e não há dúvidas de que a influência do Orixá é bem diferente da influência de Exú, podendo-se comprovar isto até mesmo no exato momento em que o trabalho está sendo feito e arriado nos pés da Entidade.

Por outro lado, nos Ebós entregues ao Santo, nem sempre entra sangue, o que significa que a Egrégora é mais fluídica e mais leve do que a Egrégora sangüínea, e consequentemente tem:

-maior facilidade de locomoção;
-maior afinidade com o Orixá que a está comandando;
-maior facilidade de penetração em qualquer ambiente, e.
-maior poder de persuasão, pois que seu âmbito de atuação é mental e espiritual, enquanto que a Egrégora sangüínea tem âmbito essencialmente carnal.

Durante toda a sua missão, a Egrégora é comandada pelo Orixá que cuida e zela pelo cumprimento da sua tarefa, e impedindo que a mesma retorne antecipadamente aos seus criadores e para sobre eles se dissolver, complicando-lhes as respectivas vidas.

Evidentemente esta medida de proteção só é adotada pelo Orixá, quando os objetivos do cliente são puros, nobres e de conformidade com o permitido pelas leis da Natureza, pois do contrário o Orixá, como medida de penitência ou até mesmo de punição, permitirá que o cliente e o Sacerdote ou Sacerdotisa, sofram as terríveis conseqüências da Egrégora dissolvida abruptamente em seus respectivos campos magnéticos

Por Yalorixá Mavulegy

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