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POR AMOR AOS ORIXÁS - ANO III

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Omolu

Omolú é a Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o perfil deste orixá, o mais temido entre todos os deuses africanos, o mais terrível orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, o poderoso “Rei Dono da Terra”.

È preciso esclarecer, no em tanto, que Omolú está ligado ao interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma íntima relação com o fogo, já que esse elemento, como comprovam os vulcões em erupção, domina as camadas mais profundas do planeta.

Toda a reflexão em torno de Omolú ocorreu colocando-o como um orixá ligado à terra, o que é correcto, mas não deixa de ser um erro desconsiderar a sua relação com o fogo do interior da terra, com as lavas vulcânicas, como os gases etc. o que pode ser mais devastador que o fogo? Só as epidemias, as febres, as convulsões lançadas por Omolú!

Orixá cercado de mistérios, Omolú é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram cultuados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Omolú seria rei dos Tapas, originário da região de Empé. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá. Fizeram então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o contentaram. Omolú construiu um palácio em território Mahi, onde passou a residir e a reinar como soberano, porém não deixou de ser saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí Olútápà Lempé).

As pipocas, ou melhor, deburu, são as oferendas predilectas do orixá Omolú; um deus poderoso, guerreiro, caçador, destruidor e implacável, mas que se torna tranquilo quando recebe sua oferenda preferida.

Em África são muitos os nomes de Omolú, que variam conforme a região. Entre os Tapas era conhecido Xapanã (Sànpònná); entre os Fon era chamado de Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já os Iorubás o chamam Obaluaiê e Omolú.

Omolú nasceu com o corpo coberto de chagas e foi abandonado pela sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia. Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves ferimentos na sua pele. Iemanjá encontrou aquela criança e criou-a com todo amor e carinho; com folhas de bananeira curou as suas feridas e pústulas e transformou-a num grande guerreiro e hábil caçador, que se cobria com palha-da-costa (ikó) não porque escondia as marcas de sua doença, como muitos pensam, mas porque se tornou um ser de brilho tão intenso quanto o próprio sol. Por essa passagem, o caranguejo e a banana-prata tornaram-se os maiores ewò de Obaluaiê.

O capuz de palha-da-costa-aze (aze) cobre o rosto de Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem de frente (já que olhar directamente para o próprio sol pode prejudicar a visão). A história de Omolú explica a origem dessa roupa enigmática, que possui um significado profundo relacionado à vida e à morte.

O aze guarda mistérios terríveis para simples mortais, revela a existência de algo que deve ficar em segredo, revela a existência de interditos que inspiram cuidado medo, algo que só os iniciados no mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível máscara de Omolú, seria o mesmo que desvendar os mistérios da morte, pois Omolú venceu a morte. Debaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os segredos da morte e do renascimento, que só podem ser compartilhados entre o iniciados.

A relação de Omolú com a morte dá-se pelo facto de ele ser a terra, que proporciona os mecanismos indispensáveis para a manutenção da vida. O homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se forte diante do mundo, mas continua frágil diante de Omolú, que pode devorá-lo a qualquer momento, pois Omolú é a terra, que vai consumir o corpo do homem por ocasião da sua morte.

Obaluaiê andou por todos os cantos de África, muito antes, inclusive, de surgirem algumas civilizações. Do ponto de vista histórico, Omolú é a idade anterior à Idade dos Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo, conheceu todas as dores do mundo, superou todas. Por isso Omolú se tornou médico, o médico dos pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a vida dos necessitados; durante a escravidão, só não pôde superar a crueldade dos senhores, mas de doenças livrou muitos negros e até hoje muitos pobres só podem recorrer a Omolú que nunca lhes falta.

ocandomble.wordpress.com/os-orixas/omulu
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É filho de NÀNÁ YBAIN e ÒÒSÀÀLÀ. Irmão adotivo de ÒGÚN e ÈSÙ e irmão carnal de ÌRÓKÓ e OSÙMÀRÈ.

A varíola é a punição que êle aplica aos maus feitores. Quando morre uma pessoa, OMOLÚ senta-se em cima do corpo , reivindicando seus direitos. Está relacionado a terra, os troncos das árvores e os ramos. Transporta o ÀSE preto, vermelho e branco, seu maior segredo é com os espíritos contidos na terra, que são seus irmãos e de quem êle é o maior símbolo. Assim como NÀNÁ, êle é o patrono dos KAURIS. Êle usa em suas vestimentas um capuz de palha da costa, chamado AXÓ YIKÓ, que lhe foi dado por seu irmão ÒSÓÒSÌ , para lhe cobrir as chagas e, principalmente, seus olhos, pois contêm todo o brilho do sol e quem olhasse perderia a visão. O AXÓ YIKÓ é um material de grande significado, pois participa de todos os rituais ligados a morte. A presença de YIKÓ é indispensável, em todas as situações que se maneja com o sobre natural. O YIKÓ é a fibra da ráfia, obtida de palmas novas de YIGYOGÓRO, árvore sagrada, que produz a palha obtida dos talos do olho da palmeira, quando nova, antes delas abrirem-se e curvarem-se.

O fato de cobrir-se com YIKÓ e ornar-se com búzios e cabaças, mostra que estamos na presença de um Òrìsá ligado, diretamente, com a morte, cujas faculdades destruidoras são de difícil contrôle.

Segundo as lendas, êle é irmão mais velho de SÀNGÓ AJAKÁ. SÀNGÓ destronou um OMOLU velho e assumiu seu lugar, por esta razão existe a guerra entre os dois Òrìsás. Pessoas de OMOLÚ não pegam no SÈRE nem participam da roda de SÀNGÓ. No OLUBAJÉ não entra AMALÁ e na comida de SÀNGÓ não entra DEBURUS.

OMOLÚ usa missangas pretas e brancas e OBALUWÀÍYÉ pretas, vermelhas e brancas, dependendo da qualidade, amarelo, preto e marrom.

Sendo OMOLÚ o dono da terra, é êle quem nos dá todo o tipo de alimentos, inclusive, a êle pertence todos os grãos.

Os OGANS tem que ter respeito pelos atabaques, pois OMOLÚ é o dono dos couros. Este Òrìsá é o padrinho de todos os OGANS. Quando vamos dar comida aos atabaques, damos comida a OMOLÚ.

A OMOLÚ pertence o porco, cabrito, frangos, galos carijós, frangos rajados, d'angola, tatu e cágado. Carneiro é sua grande ÈÈWÒ( KIZILA ). Pega, também, patos pretos e brancos. Depois do ritual de rolar os bichos, tira-se a língua da d'angola, do pato e do porco. O cágado é colocado de barriga para cima, para SÀNGÓ não chegar. As línguas não vão ao fogo.

Sua saudação: ATÓTÓ, quer dizer: Silêncio!
kasange.vilabol.uol.com.br/omoluobaluwaiye.html
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Omolu é o Senhor dos espíritos encarnados e desencarnados. Poderoso Orixá, responsável pelos elementos desintegradores, cujas transformações se processam momento a momento, na expressão da grande Vida onde a alquimia reúne e dispersa, solve e coagula todos os valores susceptíveis, emanados do grande laboratório da natureza.

Omolu, Senhor da Morte, expande-se pelos “oito cantos do mundo”, na faina de bem servir a causa evolutiva dos seres terrenais.

Consciente dos atos de grandeza de seus propósitos, age acertadamente no importante papel que desempenha no nosso mundo sub-lunar, através de seus prepostos e auxiliares, chegando conseqüentemente, até a hierarquia dos Exus que o servem.

O Senhor Omolu é conhecido por diversos nomes, que passamos a enumerar: Xapanã, Obaluaiê, O Velho, Senhor da Morte, Senhor da Destruição e outros mais.

O local apropriado para “arriada”das “obrigações” e oferendas Cavernas, lugares esconsos, debaixo de velhas árvores e junto a troco de árvores caídas. Não aceita “trabalhos”para Si no cemitério, embora, de sete em sete anos, seja de seu agrado, ordeiras romarias ou visita pessoal dentro da necrópole para uma reflexão da temporalidade da vida humana e tudo mais.

Omolu é um dos mais importantes dos Orixás do panteão umbandista. Saturno é seu planeta, sábado seu dia. Sua insígnia, uma cruz negra. Suas cores: preto e branco extensiva, portanto às “guias” (colares), toalhas, velas, enfeites, roupas dos seus devotos e outros haveres. Grande é a sua atuação sobre as almas dos africanos, popularmente conhecidos por “pretos-velhos”. Cravos vermelhos são a sua flor predileta e até mesmo nos seus cânticos não faltam alusões a essa preferência.

www.casadeomolu.hpg.ig.com.br/omolu.htm
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Omolu é o orixá da saúde, da doença e da morte. Anda sempre envolto em um manto de palha que o cobre dos pés à cabeça, visando a ocultar as deformidades em seu corpo. Foram estas mesmas deformidades que o levaram a ser abandonado por sua mãe, Nanã, quando ainda bebê. Foi adotado por Iemanjá, que cuidou dele até sua idade adulta. Omolu anda sempre curvado, carregando o xaxará, um bastão feito de palha e conchas.
Uma outra versão do mito diz que Omolu anda coberto dos pés à cabeça não para ocultar deformidades do corpo, mas para proteger as pessoas do seu brilho intenso.
pt.wikibooks.org/wiki/Mitologia_afro.../Omolu
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OMOLU

Também conhecido como Obaluaiê (Obá, rei; Olu, senhor; Àiyé, Terra; ou seja, Rei e Senhor de Tudo que há sobre a Terra), Omolu (Omon, filho; Olu, senhor; ou seja, Filho do Senhor) seria a força suprema das transformações. Nesse papel amplo, tudo que promove as mudanças lhe é atribuído e assim, é considerado o Orixá das doenças. Só Omolu possui o segredo de como propagar e curar todos os males. Está fortemente relacionado com o elemento terra mas também é saudado como Baba Igbonã (Baba, pai; Igbonã da palavra Inã, fogo; seria o Pai da Quentura) o que o relaciona com o elemento fogo enquanto febre e calores corporais. É ainda saudado, em sua forma mais temida, como Xanponã ou Xapatá, o Senhor da Varíola.
Muito profundo e complexo é o entendimento da grande força de Omolu. Enquanto representação da energia cósmica de transformação e renovação, tem forte relação com Obatalá, o Criador, e pode ser comparado ao deus Shiva da trindade hinduísta, responsável também pela transformação e renovação de todo o Cosmo. Ele representa a mudança em sentido amplo que pode ser entendida, de forma restrita, como a força das doenças, da cura e da morte.
Identificamos sua atuação com os ossos do corpo, com a pele e com as curas milagrosas. Podemos entender o sincretismo realizado de Omolu com o São Lazaro católico, portador das chagas e alvo de uma solução milagrosa para sua condição enferma e ainda, como também podemos ver nos mitos de Omolu, querido pelos cães.

www.templodovaledosoledalua.org.br/omolu.doc
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Assim como Omolu pode trazer a doença, ele também a leva. Os devotos lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego.
Em algumas casas de santo, as pipocas são estouradas em panelas com areia da praia aquecida, lembrando a relação desse orixá, chamado respeitosamente de Tatá Omolu, com Iemanjá. Afinal, conta uma lenda que Omolu, muito doente, foi curado à beira-mar pela água salina, tendo Iemanjá o tomado como filho adotivo. Por isso, também são realizadas oferendas a Omolu nas areias das praias do litoral brasileiro. Vestido com palha-da-costa e com contas nas cores vermelha, preta e branca, Omolu dança o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento com pausas, enquanto segura em suas mãos o xaxará, instrumento ritual também feito de palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns momentos da dança, Omolu espanta os eguns, os espíritos dos mortos, com movimentos rituais. Omolu também possui relação com Iansã, em especial Iansã Iybalé, qualidade de Iansã que costuma dançar na ponta dos pés e direciona os eguns para o reino de Omolu. Junto a Nanã Buruquê e Oxumaré, forma a família de orixás dahomeana, costuma ser reverenciado às segundas-feiras e sincretizado com os santos católicos São Lázaro e São Bento de Núrsia, patrono da boa morte.
No município de Cachoeira (Bahia), Omolu é cultuado pela Irmandade da Boa Morte que faz a lavagem da Igreja de São Lázaro.

arteorixa.zip.net/arch2007-08-05_2007-08-11.html
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No candomblé, Omolu representa a terra, tanto o solo quanto às camadas mais profundas. É o médico dos pobres, O Orixá das endemias, a entidade da varíola, da peste e das chagas.
Omolu dança nos candomblés coberto por um azê (capuz) de palha-da-costa, levando nas mãos o xaxará (feixe de palha-da-costa, búzios e contas). Este xaxará representa a vassoura ritual, com a qual omolu varre todas as doenças. Encontramos, ainda, na indumentária de omolu, as guias (colares) confeccionadas com búzios, palha-da-costa trançada e laquidibá (rodelas de chifre de bufalo ou de boi)

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