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domingo, 19 de dezembro de 2010

PAMBU NJILA

Pambu Njila é o agente de ligação entre o espaço físico e o espaço místico. É a ponte de ligação entre os seres humanos e os Minkisi. Está nas ruas, é a este Nkisi que pertencem as "bu dibidika jinjila" (encruzilhadas)


Pambu Njila é um Nkisi cultuado pelos povos bantus, é um Nkisi de múltiplos e
contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. De caráter irascível, ele gosta de suscitar dissensões e disputas, de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. É astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente, a tal ponto que os primeiros missionários, assustados com essas características, compararam-no ao Diabo, dele fazendo o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à elevação, e ao amor de Deus.

Entretanto, Pambu Njila possui o seu lado bom e, se ele é tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se, pelo contrário, as pessoas se esquecerem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes.

Pambu Njila revela-se, talvez, desta maneira o mais humano dos Minkisi, nem completamente mau, nem completamente bom.

Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, constituindo-se, assim, um Nkisi protetor, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente o nome de Pambu Njila.

Essa energia, classificada como Pambu Njila, Mavile, Aluvaiá, etc, funciona como um elo e é o limite entre o astral e o material. As suas cores - o preto e o vermelho - afirmam alguns autores, significam: "o vermelho emana uma vibração de menor espectro visível ao olho humano, abaixo da qual tudo é negro, há ausência de luz".

Dizem, ainda, analisando por um outro ponto de vista: "o negro significa em quase todas as teologias o desconhecido; o vermelho é a cor mais quente, a forte
iluminação em oposição à escuridão do negro." Vejam que até em suas cores há
contradição! Esta imensurável contradição, somada ao poder que lhe conferido para comunicar e ligar confere-lhe também o oposto, isto é, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Portanto, a esta energia atribui-se o poder de construir e destruir, condição identicamente verificada nos seres humanos.

Pambu Njila é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. É também ele que serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por esta razão é que nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes de qualquer outro Nkisi, para neutralizar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si.

É aquele que gera o ciclo patronal dos Minkisi, estará acionando o próprio
fundamento de tudo que possa entender de sagrado e significativo ao vínculo dos
Minkisi e seus filhos.Sua inzo (casa) sempre a entrada dos barracões é a sua marca de guardião, sempre alertando e avisando e protegendo, é o compadre o amigo e guardião. Sem dúvida na velocidade dos seus caminhos, incomensuráveis pelo tempo, ocorre e corre sua fluidez, sabe do ontem, do hoje e do amanhã.É o Senhor dos Caminhos. Responsável pela guarda de nosso portão, ou seja, aquele que recebe a maiaca kindele (farinha branca) e a maiaca kianguim (farinha vermelha) e permanece em nosso portão, mantendo a ordem até o término do toque.

Pambu Njila é a figura mais controvertida, o mais humano dos Minkisi, senhor do principio e da transformação. Nkisi da terra e do fogo, Pambu Njila precede a ordem do universo; na verdade, Pambu Njila é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana, Pambu Njila é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem no seu dia-a-dia. Muitas são as confusões e equívocos relacionados a Pambu Njila, o pior deles é a associação à figura do diabo cristão; pintam-no como um deus voltado para a maldade, para a perversidade, que se ocuparia a semear a discórdia entre os seres humanos.

Na realidade, Pambu Njila contem em si todas as contradições e conflitos inerentes ao ser humano, Pambu Njila não é totalmente bom nem totalmente mau, assim como o homem, um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra.

A cultura africana desconhece oposições, em especial a oposição entre o bem e o mal, sabe-se aqui que o bem de um pode perfeitamente ser o mal de outro, portanto, cada um deve dar o melhor de si para obter tudo de bom em sua vida, sempre cultuando, agradando e agradecendo a Pambu Njila, para que ele seja, no seu cotidiano, a manifestação do amor, da sorte, da riqueza e da prosperidade.

Pambu Njila é o Nkisi que entende como ninguém o principio da reciprocidade, e, se agradado como se deve, saberá retribuir; quando agradecido por sua retribuição, torna-se amigo e fiel escudeiro. No entanto, quando esquecido é o pior dos inimigos e volta-se contra o negligente, tirando-lhe a sorte, fechando-lhe os caminhos e trazendo catástrofes e dissabores.

Os lugares preferidos de Pambu Njila como já citei a cima são as encruzilhadas de três e quatro caminhos, e os mercados, feiras livres, que lembram em muitos aspectos os mercados angolanos. Na verdade, Pambu Njila gosta de movimento, de lugares com muita gente, onde confusão não demoram a aparecer.

Varios São os caminhos de Pambu Njila

Alguns caminhos de Pambu Njila:
Aluvaia
Jira-Kinãn
Jira-Mavambo
Jira-Lôdo
Apavenã
Malele
Mavile
Sinzamuzila
Mavambo
Imbé
Berequeté
Kijanjá

Mavilutango – responsável direto pela ordem do barracão. É o que recebe,
realmente a maiaca. A ele saudamos e pedimos a segurança do Portão, para o bom
andamento do Jamberessú (Siré).

Quando dizemos que depachamos, não é a Pambu Njila que estamos despachando
e sim, estamos o enviando a nossa porta para segurar as brigas, os invejosos, pontos de morte e espíritos perturbadores. Muitos usam o termo – “vou despachar Pambu Njila” – o que na verdade deveria ser – “vou despachar a porta e lá deixar Mavilutango para fiscalizar e neutralizar as kizilas. É possível afirmar que se trata da vibração, da força, que interliga Nsi (Terra) e Duilo (céu).

Pambu Njila, aquele que sob as orientações diretas de Nganga Nzambi, assumiu a responsabilidade de atuar como condutor do complexo material, isto é, Nzambi criou o Universo animal, vegetal e mineral e os entregou a Pambu para, nos limites estabelecidos, administrá-lo.

É POR ISSO QUE DISSEMOS QUE ELE É A FONTE DE COMUNICAÇÃO REAL ENTRE NÓS, OS DEMAIS MINKISI E NGANGA NZAMBI.


KIUÁ LUWAIÁ NGANANZILA KIUÁ
(Viva Aluwaiá, Senhor dos Caminhos)
http://www.candombledeangola.hpg.com.br/Pambu.htm?

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